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Xuxa, uma candura de mulher
postado por mim às 11:02 AM
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11 de março. Dia normal para a maioria mas para mim foi um momento importante.
Eu tenho muita coisa pra falar mas acho que não preciso expor tudo aqui. O que eu queria dizer está numa carta devidamente entregue em mãos da minha namorada.
É tão estranho e tão lindo. Ás vezes nós não estamos felizes, ás vezes nós estamos doando tanto amor um pro outro que qualquer dúvida vai embora. Ás vezes nós temos toda a certeza do mundo, outras nós ficamos totalmente inseguros. Mas o amor, o amor nos guiará, já diz a música.
*A gente briga
*A gente se ama
*A gente briga
*A gente briga
*A gente morre de ciúme
*A gente descobre coisas novas
*A gente chora
*A gente ri até doer
*A gente morde o outro até arrancar pedaço
*A gente dança no meio da rua
*A gente procura emprego
*A gente, hã, ok
*A gente faz promessas
*A gente escreve cartas
*A gente come chocolate
*A gente assiste filme
*A gente discute
*A gente pede desculpa
Tudo o que eu queria dizer está numa carta. Tudo o que eu sinto por você tento demonstrar num abraço ou num beijo. Poucas certezas eu tenho na vida, mas eu sei que nosso amor é forte. Eu vou te amar pra sempre. Eu vou lembrar desses momentos até o dia que irei contá-los aos nosso filhos.
Eu te amo.
Eu estou acordado há algum tempo agora
Você fez com que eu me sentisse como uma criança
agora
Porque toda vez que eu vejo seu rosto animado
Eu sinto um arrepio num lugar bobo
Começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Para onde for, eu sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor, fique por um instante agora
Não tenha pressa
Em qualquer lugar que você vá
A chuva está caindo no vidro da minha janela
Mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro
Debaixo das cobertas, ficando secos e quentes
Você me dá sentimentos que eu adoro
O que eu vou dizer
Quando você faz com que eu me sinta desse jeito?
Eu apenas...
Já faz um tempo que eu adormeci
Eu fico confortável o bastante para sentir o seu
calor
Começa na minha alma
E eu perco todo o controle
Quando você beija o meu nariz
O sentimento aparece
Porque você me faz sorrir
Baby, não se apresse
Enquanto você me abraça forte
Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer
lugar que você vá...
Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer
lugar que você vá...
postado por mim às 7:42 AM
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Há 4 anos - mais precisamente em 03 de março de 2004 - eu perdia a pessoa que formou meu caráter, a minha mãe, a mulher que errou muito na vida mas que teve seus castigos sentidos à flor da pele. E eu estou aqui pra fazer uma pequena homenagem à minha avó
Lucy Therezinha nasceu de família pobre, pertenceu a Congregação das Marias em Curitiba e foi criada para atender ao estilo de vida da época. Casar, ter filhos e ser uma dona de casa. Seu sonho de ser professora foi impossibilitado pelo enérgico pai que chegou a dar uma surra na filha por ela ter cantado no coral da escola.
Criou 3 filhos, ficou um tempo com meu irmão que tinha 10 anos na época que minha mãe faleceu, cuidou da minha prima e me criou até os 16 anos junto com meu avô. Errou muito na vida, sofreu, tentou sentir o perdão verdadeiro nos corações de quem ela prejudicou e vivia com a dor na consciência de um passado difícil. Quando não aguentou mais, se entregou ao que achava o caminho mais fácil e menos doloroso para enfrentar problemas no casamento.
Me lembro de uma conversa que tive com ela numa tarde na praia. Sempre carinhosa, ela dizia que quando se fosse queria que eu morasse com minha tia pois ela saberia me cuidar. E assim está sendo desde então.
Foram muito conselhos que recebi. Desde drogas, sexo, bebida e ética. Tudo de bom que vem de mim eu devo à ela e tudo de ruim e irritante que tenho devo à ela também. Minha grande amiga.
Numa noite minha avó começou a passar mal e chamamos uma ambulância. Eu não sabia direito qual era o estado dela mas não achava que era tão ruim. Mesmo sem saber, eu não parava de chorar. Ela não queria ir pro hospital. Acho que sabia que não iria voltar. As últimas palavras que ouvi foram "eu vou cair". Queria ter dado um abraço nela, um beijo ou qualquer outra coisa. Se eu soubesse que aquele momento seria o último, eu teria aproveitado cada segundo a mais com ela.
Tive ainda uma última chance de ir vê-la no hospital mas ela já não estava consciente. Mesmo assim, a única coisa que respondia eram os seus batimentos cardíacos naquele aparelhinho maldito. Quando eu entrei, os olhos dela estavam abertos mas fora de órbita. A enfermeira disse que não era bom chorar mas não consegui. Eu disse à ela que tudo ficaria bem, que ela ficaria boa e que eu estava bem. Quando minha tia entrou ela tentou não chorar mas era impossível. Nós nos abraçamos e minh avó deve ter percebido. Era o começo de uma nova vida.
Foram três dias infernais. Eu não dormia, só rezava e tinha uma esperança enorme. Nunca me passou pela cabeça que eu fosse perdê-la de uma hora pra outra. Eu achava que tudo estava bem até meu pai dar uma volta comigo as 06 da manhã. Ele disse "você tem que se preparar".
Eu lembro de alguns flashes apenas. Do meu vô chorando, da minha tia tendo esperanças quando a enfermeira disse que já viu casos piores e que houve sobrevida, da Leticia vindo me animar todo dia, dos meus banhos em que eu me entragava ao choro.
Até que o telefone tocou e eu estava conversando com Leticia. Era do hopistal. Eu não me lembro se pensei alguma coisa nessa hora. Só fiquei sentado e esperando. Quando minha tia perguntou em aque horas foi...acabou. Nessa hora eu simplesmente abaixei os olhos e me fechei. Só senti o abraço da minha querida amiga, ela me levando até a cama, minha tia batendo na parede. Aquilo não estava certo. Não era pra ser assim.
Quando minha amiga perguntou "e agora?" foi que eu percebi. O que seria agora? Como continuar? Com uma grande sabedoria, ela soube se afastar. Aquele era um momento de dor familiar. E com uma grande sabedoria soube entender quando precisei ir embora daquela cidade. Poucas pessoas encontram amigos tão leias.
Só sei que me fechei. Chorei no abraço do meu pai e chorei quando fecharam o caixão. E ainda não chorei o suficiente. Mas o amor permanece. Mesmo com as lágrimas lavando o rosto e tentando apagar a dor, que ainda é latente e imensurável.
Minha vida desde então mudou bastante. Eu sempre pensei que nunca conseguiria seguir em frente sem ela mas a vida é assim. Tenho visto pessoas preocupadas com picuinhas, intrigas, gente desmoralizando trabalhos, duvidando de dignidades, questionando caráter, reclamando de coisas simplesmente rídiculas.
As pessoas se vão. De uma hora pra outra, sem dar nenhum aviso. Por isso, não magoe uma pessoa pois ela pode não estar mais ali quando você ver que errou e querer consertar. É tarde demais. É hipocrisia demais.
Só posso dizer: "obrigado por tudo. Obrigado por ter me formado, por ter me ensinado tudo e por ter feito minha vida mais feliz. Você sempre estará comigo, onde quer que eu vá."
É como no filme que eu não páro de ver. "Leve as pessoas que se vão dentro do seu coração. É assim que elas vivem pra sempre."
postado por mim às 6:49 PM
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Noite de festa na família, aniversário, bebida, música sertaneja e muito, muito barulho.
Cansei de tentar me convencer que eu poderia gostar do que todos amam. Desculpe, não consigo.
Em Brothers & Sisters, a família Walker sempre fazem algum escândalos em suas festas. Na minha, a hipocrisia rola solta. Não diretamente da nossa parte, mas no geral.
A mãe irresponsável fica divertida; a garota vulgar agora é gente fina; a menina que não para de beber só está se divertindo; a menina traída está no sofá achando que sua vida e seu relacionamento está correto; o cafajeste é o anfitrião da festa e o único que não consegue relaxar é que vos escreve.
É claro que essas festas servem pra isso. Esquecer dos problemas. Mas como eu já não gosto de tanto barulho e por ter preconceito com certas coisas, só fico observando e, hum, analisando. Não porque sou dono da razão, mas porque simplesmente não tenho mais nada que fazer já que não posso ir pro meu quarto. As boas maneiras não deixam.
A matriarca da família se diverte, faz todos se divertirem e ficarem a vontade deixando um pouco os problemas pra trás. Psicologia barata? Pode ser, mas tenho um certo orgulho de ser observador o bastante pra notar que essas festas fazem bem as pessoas. Pode ser pelos problemas que começarão na segunda e eles tentam esquecer ou um pai que por um breve momento vê que a vida pode continuar. Pelo menos até a saudade voltar e ele cair na realidade.
E quanto a mim? Estou esperando o tempo passar e tudo voltar ao seu normal. O lado bom é que meu setimento de admiração pelo meu irmão aumentou e eu não sei direito por quê. Acho que pela primeira vez eu senti meu irmão. De coração mesmo.
Conclusão? Apesar das diferenças, minha família é maravilhosa e eu os amo. Os outros são apenas consequênciae eu realmente não estou me importando. Mas será que quem você mais ama pode ser quem você menos conhece?
postado por mim às 9:22 AM
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